10 de Março 2010
 
  Qual o maior desafio para emagrecer?

Resistir às tentações de uma boa mesa
Fazer exercícios físicos
 

Andar para trás faz bem?


* Fabio Ravaglia

As civilizações do outro lado do planeta desenvolveram sabedorias ainda pouco conhecidas no mundo ocidental. Entre os orientais, é bem comum praticar movimentos com o corpo que, nas ações corriqueiras, em geral não realizamos. Recentemente estive na China e me chamou a atenção o hábito de andar para trás.

Pelas praças, vi inúmeras pessoas caminhando de marcha à ré, sozinhas ou em grupos. Segundo os praticantes (muitos adeptos do tai-chi-chuan), andar de costas é indispensável para ativar a memória e para manter o equilíbrio físico e mental. Os benefícios para o corpo existem de fato. Caminhar para trás fortalece a musculatura posterior das pernas.

A locomoção para trás força menos os joelhos do que quando se anda para frente. Por isso, muitas vezes quando se anda para trás, dores nos joelhos desaparecem. Na marcha reversa, a movimentação do pé difere completamente do andar para a frente. A primeira parte a tocar o chão não é o calcanhar: é a ponta do pé. Com isso, exercita-se e coloca-se o peso do corpo em pontos que, normalmente, não são requisitados na locomoção. A postura de todo o corpo fica mais correta, ajudando a coluna a ficar ereta.

Por ser menos natural, o movimento coloca outros ossos e músculos para funcionar, possibilitando à pessoa ganhar agilidade com o corpo e melhorar sua performance. Um estudo feito pelo especialista em biomecânica Barry T. Bates, no Canadá, aponta para o desenvolvimento das funções neuro-musculares em praticantes da marcha à ré.

Caminhar para trás é recomendado por fisioterapeutas e médicos para a reabilitação dos movimentos normais em vários casos cirúrgicos e de lesões. Faz parte do processo de reabilitação de: cirurgia no joelho, lesões musculares no quadril ou na lombar e danos causados por torções no tornozelo ou no calcanhar. É um estímulo que, associado a outras terapias, tem mostrado sua eficácia.

A medicina esportiva, há muito tempo, aplica os movimentos de marcha à ré tanto em treinamentos quanto em terapias de atletas. Em muitos esportes, correr para trás tão bem quanto para frente faz a diferença entre ganhar ou perder. Jogadores de futebol sabem que correndo de costas deixam a bola, os adversários e os colegas em seu campo de visão para pensar e realizar a melhor jogada.

Como em qualquer atividade física, é preciso precaução. Para praticar a marcha para trás, recomendo ainda mais atenção do que na caminhada para frente. Escolha um terreno plano e sem muita gente em movimento. Os iniciantes devem dar passos bem pequenos e olhar para um ponto fixo, o que ajuda a manter o equilíbrio do corpo. Muito cuidado com os obstáculos para evitar quedas. Para adicionar outros graus de dificuldade ao exercício, pode-se subir ou descer ladeiras e aumentar, gradativamente, a velocidade e o trajeto. Sempre observe suas próprias limitações. Há pessoas que se sentem tontas ao caminhar para trás. Lembre-se de consultar um médico antes de iniciar atividades físicas.

*Médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) com especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho - Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.


   

Verão que rima com exercício


Basta termos o start para o verão que as pessoas correm para seus personal trainers e academias para tentar recuperar o tempo perdido e estar em forma na estação mais quente do ano.

Sai na frente quem já manteve durante todo o ano uma rotina de exercícios e cuidados com a alimentação, mas, sempre há tempo para iniciar o treinamento.

Confira algumas dicas da Equipe Carla Lubisco para você começar:

Faça um exame médico;
Procure um profissional que desenvolva um treinamento personalizado;
Escolha uma atividade física que seja prazerosa e um horário na agenda compatível;
Alimente-se bem, durma com tranqüilidade e beba bastante água;
Tenha disciplina e determinação;
A ansiedade por resultados rápidos atrapalha. Os primeiros resultados estéticos visíveis demoram entre 10 a 12 semanas para aparecer, dependendo de como cada um responde ao treinamento;
Peça ao profissional de Educação Física que utilize um sistema avaliativo. O método de avaliação e reavaliação física fará com que você se mantenha motivado.