30 de Julho 2010
 
  Eventos esportivos como a Copa do Mundo estimulam você a praticar exercícios?

Sim
Não
 

Diabetes assusta América Latina

Já são mais de 285 milhões de casos de diabetes no mundo, que devem passar para 438 milhões em 2030. Esses números alarmantes representam mais do que dez vezes o número de pessoas que vivem com HIV/AIDS no mundo inteiro.

“No Brasil, estamos testemunhando um aumento nas taxas de diabetes e outras doenças crônicas não-transmissíveis”, alerta o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Recentemente, um evento organizado pela Fundação Mundial de Diabetes e co-patrocinada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan- Americana da Saúde debateu o assunto.

O rápido crescimento econômico e o aumento da urbanização melhoram o padrão de vida das pessoas, mas também implicam em uma série de hábitos de estilo de vida indesejáveis, como alimentação pouco saudável, redução da atividade física, tabagismo e abuso de bebidas alcoólicas. E esses fatores contribuem para o risco das doenças crônicas não-transmissíveis.

Um exemplo é o diabetes, doença que vem registrando crescimento na região da América Latina e do Caribe. Em 2010, a estimativa é que haverá 18 milhões de pessoas (6,3% dos adultos) na região vivendo com diabetes 3. Este número deve aumentar em 65%, para quase 30 milhões, nos próximos 20 anos. O diabetes é responsável por 9% de todos os óbitos da região.

De acordo com especialistas, nenhuma outra doença não-transmissível tem tantas complicações e comorbidades associadas como o diabetes.

Arroz, feijão, bife e batata frita

A alimentação dos brasileiros contém pouquíssimos nutrientes, realidade demonstrada por estudos conduzidos por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Algumas vitaminas essenciais chegam a ser consumidas em quantidade insuficiente por 99% da população. É o caso das vitaminas D e E, que são encontradas naturalmente nos alimentos.

O cálcio, por exemplo, não está presente nas quantidades necessárias na alimentação de 90% dos brasileiros. A lista dos nutrientes em falta continua com a vitamina K (81%), a vitamina C (80%), o magnésio (80%) e a vitamina A (50%). A ausência deles também provoca doenças.

Mas é possível mudar essa realidade sem alterar radicalmente os pratos típicos do dia a dia. Confira a dica da nutricionista Maria Helena Arroyos Hilário, trabalha no Hospital Amaral Carvalho na área da nutrição desde 1988, para tornar mais saudável um dos pratos mais típicos da alimentação do brasileiro:

Arroz, feijão, bife e batata frita

Modo tradicional
A saber: Prato preferido da maioria dos brasileiros, preparado com bastante óleo e gorduras.
Valor nutricional: Apresenta carboidrato, proteína, gordura e ferro.

Calorias: 252 calorias em 100g

Malefícios: Dependendo da porção a refeição se torna muito calórica, principalmente pela forma de preparo (fritura).

Modo saudável
Substitua o arroz branco pelo integral e reduza ao máximo o óleo da preparação. Grelhe o bife ao invés de fritá-lo e substitua a batata frita por salada de folhas cruas.

Valor nutricional: Redução de calorias, aumento de fibras e manutenção dos demais nutrientes.

Calorias: 168 calorias em 100g

Benefícios: Prevenção e controle de diabetes e colesterol, melhora do trânsito intestinal e redução do peso.